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Economia

Dívida federal dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões no segundo mandato de Trump

Marca alcançada em 18 de agosto coincide com valor citado por Lula ao falar sobre endividamento no Jornal Nacional.

Dívida federal dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões no segundo mandato de Trump
Foto: UN Photo/Mark Garten

A dívida federal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões durante o segundo mandato de Donald Trump, iniciado em janeiro de 2025. O valor equivale a cerca de R$ 206 trilhões e foi atingido nos primeiros 19 meses do novo governo.

A marca foi alcançada em 18 de agosto, enquanto o governo Trump enfrenta dificuldades para cumprir as promessas de reduzir gastos e controlar o déficit. Nove dias depois, em 27 de agosto, Luiz Inácio Lula da Silva citou esse patamar ao responder a uma pergunta sobre a dívida pública brasileira.

“Você sabe qual é a dívida dos Estados Unidos? 120% do PIB, é 40 trilhões de dólares”, afirmou Lula. Naquele mês, a dívida bruta americana correspondia a aproximadamente 126% do PIB, enquanto o valor mencionado pelo presidente estava na mesma ordem de grandeza.

Trump voltou à Casa Branca prometendo diminuir o tamanho do governo, cortar despesas e acelerar o crescimento econômico. A administração demitiu servidores, encerrou programas federais e colocou Elon Musk à frente do Departamento de Eficiência Governamental, o DOGE.

Mesmo assim, os gastos federais cresceram, e o custo de financiamento da dívida aumentou com a alta dos juros cobrados nos títulos do Tesouro americano. O endividamento dos Estados Unidos, porém, avança há décadas e atravessa governos republicanos e democratas, impulsionado por déficits sucessivos, guerras, crises econômicas, pandemia, programas de Previdência e saúde e despesas com juros.

Projeções para os próximos anos

O Congressional Budget Office (CBO), órgão técnico e apartidário do Congresso americano, estima que a lei de reconciliação aprovada em 2025 elevará os déficits acumulados entre 2026 e 2035 em US$ 4,7 trilhões, já considerados os efeitos sobre a economia e os juros adicionais.

Segundo o CBO, as tarifas adotadas pelo governo Trump devem reduzir os déficits em aproximadamente US$ 3 trilhões no período. As mudanças administrativas que reduziram a imigração devem aumentar o déficit em cerca de US$ 500 bilhões. No conjunto das principais medidas adotadas desde janeiro de 2025, o déficit acumulado entre 2026 e 2035 ficará aproximadamente US$ 1,4 trilhão acima da projeção anterior ao segundo governo Trump.

A dívida federal bruta inclui títulos em poder de investidores e obrigações entre órgãos do próprio governo. A parcela mantida pelo público estava em aproximadamente US$ 32,3 trilhões em agosto.

No Brasil, a equipe econômica projeta receita total de R$ 3,24 trilhões em 2026, equivalente a 23,7% do PIB. Se confirmada, será a maior participação da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997. O recorde anterior é de 23,6% do PIB, registrado em 2010.

A receita total inclui impostos, royalties, dividendos, concessões e outras entradas do governo federal. A comparação entre os países tem limites: os Estados Unidos emitem o dólar, principal moeda de reserva internacional, e enfrentam condições de financiamento diferentes das brasileiras.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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