O presidente da Condor, Alexandre Wiggers, afirma que as apostas esportivas e as canetas emagrecedoras estão reduzindo o dinheiro disponível para o consumo. A empresa enfrenta juros altos, inflação dos derivados do petróleo e queda nas compras do varejo alimentar, principal canal de vendas da companhia.
Para Wiggers, os valores destinados às bets deixam de circular na compra de outros produtos. “Aposta em bets é um dinheiro que some”, declarou. Ele também citou o impacto dos medicamentos para emagrecer sobre o orçamento de consumidores de classe média.
Na avaliação do executivo, uma pessoa com renda de por volta de 5 000 reais por mês pode comprometer quase um terço do salário com esse tipo de medicamento. Com isso, sobra menos dinheiro para outras compras, afirmou.
Investimentos e produtos
A Condor mantém a estratégia de conquistar clientes, lançar produtos e preservar os investimentos. A empresa costuma aplicar entre 20 milhões e 25 milhões de reais por ano para evitar a depreciação dos ativos. Neste ano, o investimento chega a 43 milhões de reais com a compra de um novo centro de distribuição.
O foco entre as linhas varia conforme o momento. Atualmente, o negócio de higiene bucal é considerado mais alinhado ao posicionamento da empresa, porque reúne produtos mais baratos que os dos concorrentes e atende a um cenário de renda familiar menor.
A companhia lança entre quarenta e cinquenta produtos por ano, incluindo licenciamentos. Na frente internacional, está presente em vinte países, com foco na América Latina. A meta para os próximos cinco anos é elevar a participação das exportações de 7% para 15% das vendas.



