As ações brasileiras podem subir entre 11% e 20% em reais se Flávio Bolsonaro (PL) vencer o segundo turno da eleição presidencial, conforme avaliação do BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira, 5. Em uma hipótese mais otimista, a valorização pode alcançar 45%. O banco condiciona os percentuais à vitória do senador e não define prazo para que os níveis sejam atingidos.
A análise considera a relação entre o preço das ações e o lucro projetado das empresas para os próximos 12 meses. Sem Petrobras e Vale, os papéis brasileiros são negociados por cerca de dez vezes esse lucro. O retorno à média dos últimos dez anos, de 11,1 vezes, representaria alta de 11%. Pela série histórica mais longa, cuja média é de 11,9 vezes, o potencial estimado chega a aproximadamente 20%.
Cenários e setores
Os intervalos de 32% a 45% pertencem a uma hipótese em que o mercado ultrapassa as médias históricas e alcança um desvio-padrão acima delas. Pela referência dos últimos dez anos, o ganho seria de 32%; considerando a série mais longa, chegaria a 45%. O relatório ressalta que esses cálculos não representam uma alta já contratada.
A avaliação do BTG é que uma vitória de Flávio poderia elevar a expectativa por medidas mais decisivas contra o desequilíbrio das contas públicas. O documento também considera possível uma valorização do real. Se ela ocorrer simultaneamente à alta das ações, o retorno em dólares será maior para investidores estrangeiros.
Varejistas, construtoras voltadas à média e à alta renda e empresas do mercado de capitais aparecem entre os setores com possibilidade de desempenho superior. Companhias mais endividadas também são citadas.
O relatório, assinado por Carlos Sequeira, Osni Carfi e Bruno Ferreira, destaca Renner, C&A, Assaí, Cyrela, B3, XP, Localiza, Motiva, Rede D’Or, Equatorial, Energisa, Auren, Sabesp e Allos. O banco ainda menciona empresas com grande volume de posições vendidas. A recompra de ações para encerrar essas operações pode ampliar uma eventual alta.



