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Exportações de carne bovina enfrentam queda na China e pressão da União Europeia

Compras chinesas recuam, enquanto cota dos Estados Unidos pode compensar parte das perdas brasileiras no terceiro trimestre de 2026.

Exportações de carne bovina enfrentam queda na China e pressão da União Europeia

As exportações brasileiras de carne bovina enfrentam pressão no terceiro trimestre de 2026 com a queda das compras da China e a suspensão das importações de proteínas pela União Europeia. Uma cota temporária dos Estados Unidos, com isenção tarifária, pode compensar parte da perda, segundo avaliação do Bank of America (BofA).

Os embarques brasileiros recuaram 27% em agosto, na comparação anual. No acumulado de 2026, porém, ainda avançam 5%, sustentados pelas vendas à China no primeiro semestre. Em julho, as exportações para o país asiático caíram 48% ante o mesmo período do ano anterior.

A redução ocorre enquanto a cota chinesa de importação para 2026, de 1,106 milhão de toneladas, se aproxima do limite. Entre janeiro e agosto, os embarques para a China somaram 872 mil toneladas. O BofA prevê volumes mais fracos no terceiro trimestre e recuperação gradual nos últimos três meses do ano, à medida que os frigoríficos contabilizem embarques dentro da cota de 2027.

Pressão europeia e alternativa americana

A União Europeia suspende, em 3 de setembro, as importações de proteínas brasileiras. O bloco aponta garantias insuficientes para o controle e a rastreabilidade do uso de antimicrobianos na produção animal.

Em 2025, o Brasil exporta para a União Europeia 109 mil toneladas de carne bovina, 27 mil toneladas de frango e 220 mil toneladas de carne suína. Os volumes representam menos de 4% das exportações brasileiras das três proteínas. Na carne bovina, contudo, a região tem maior peso financeiro: o BofA afirma que os preços pagos pela União Europeia costumam ser 56% superiores à média brasileira, devido à demanda por cortes de maior valor agregado.

Nos Estados Unidos, a suspensão por 90 dias da tarifa de importação de 26,5% sobre a carne bovina abre espaço para algum alívio. O Brasil deve receber 193 mil toneladas de uma cota total de 300 mil toneladas com isenção tarifária; o restante fica com o Paraguai. A liberação ocorre em parcelas mensais de 100 mil toneladas.

O uso da cota pode ser limitado por logística, pela elegibilidade das plantas frigoríficas e por contratos existentes. O programa também depende da manutenção de um desconto da carne importada em relação ao produto doméstico americano. Ainda assim, o BofA espera aumento dos embarques aos Estados Unidos, compensando parcialmente a retração das vendas à China no terceiro trimestre. Para empresas expostas ao mercado americano, a reabertura da fronteira com o México e a menor capacidade de abate devem elevar a utilização das plantas e ampliar os spreads do setor.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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