O interesse dos brasileiros por ETFs cresceu 313,68% no último ano e liderou as buscas digitais por investimentos. Os fundos imobiliários (FIIs) aparecem na sequência, com alta de 168,78%, enquanto as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) avançaram 119%. Os dados são de um levantamento da Planejar, elaborado pela Timelens e divulgado nesta quinta-feira (17).
O CDB teve a maior média contínua de pesquisas no período. A Planejar afirma que o movimento reflete a procura por diferentes formas de exposição, cada uma com riscos próprios. As buscas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ligado à proteção institucional, subiram 445,68%.
Metas orientam procura por investimentos
Adquirir um novo bem foi o principal motivo associado às buscas por investimentos. A procura por automóvel próprio aumentou 82,53%. O planejamento da aposentadoria registrou a maior média contínua de interesse, enquanto a compra da casa própria permaneceu como a meta de maior apelo.
“Antes de escolher onde colocar o dinheiro, a pessoa precisa dizer para que ele serve”, afirmou a Planejar em relatório. A entidade relacionou casa, carro e aposentadoria a marcos da vida.
Diferenças entre investidores
A pesquisa também identificou diferenças por gênero. Entre as mulheres, 31% declaram investir no Brasil, contra 41% dos homens. Além disso, 69% do público feminino afirma não utilizar ou desconhecer produtos financeiros, e 51% avaliam negativamente a própria situação financeira. Entre os homens, essa percepção aparece em 40% dos entrevistados.
No recorte geracional, 66% dos integrantes da Geração Z possuem conta em bancos digitais, e 84% fazem aplicações exclusivamente por aplicativos ou sites. Entre participantes de 16 a 29 anos, 52% pretendem entrar no mercado de criptomoedas, enquanto 8% já possuem moedas digitais.
Entre os jovens que têm reservas, 57% consideram que o valor acumulado não cobriria seis meses do custo de vida. Entre os idosos, 75% mantêm vínculos com bancos tradicionais, e 38% buscam orientação com gerentes ou assessores. Esse canal é usado por 15% dos mais jovens.



