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JP Morgan monta carteiras para diferentes cenários eleitorais

Banco indica ações ligadas a juros menores, dividendos e exposição internacional conforme o rumo da política fiscal após as eleições.

JP Morgan monta carteiras para diferentes cenários eleitorais

O JP Morgan montou três carteiras de ações para diferentes desfechos das eleições presidenciais: uma para um cenário favorável, outra para um ambiente adverso e uma terceira com empresas consideradas menos dependentes do resultado eleitoral. O relatório foi divulgado na terça-feira (29).

A principal variável analisada pelo banco é a política fiscal e seus efeitos sobre os juros e a confiança dos investidores. Em um cenário de reformas, a queda das taxas de longo prazo poderia favorecer empresas ligadas ao consumo e ao mercado imobiliário. Sem mudanças fiscais, a perspectiva é de juros elevados e menor confiança.

Empresas favorecidas por juros menores

Para um ambiente de melhora fiscal, Iguatemi (IGTI11), Multiplan (MULT3) e Allos (ALOS3) aparecem como as preferidas no segmento de shoppings. O banco destaca os descontos nos múltiplos, o crescimento das vendas e dos aluguéis em lojas estabelecidas e taxas de ocupação entre 96% e 97%.

Cyrela (CYRE3) e Eztec (EZTC3) são as principais escolhas entre as incorporadoras. A avaliação é que juros futuros e custo de capital menores podem estimular a compra de imóveis e a demanda de média e alta renda. O relatório cita como possíveis catalisadores a venda do Pininfarina, já locado ao Nubank, e a locação integral do Esther Towers ao Itaú (ITUB4).

A MRV (MRVE3) também integra essa carteira. A dívida líquida superior a 110% do patrimônio líquido aumenta, na avaliação do banco, o potencial de benefício com juros menores. Em autopeças, Randoncorp (RAPT4) e Frasle Mobility (FRAS3) são escolhidas pela exposição ao mercado doméstico e aos veículos pesados. A dívida líquida da Randoncorp equivale a 3,2 vezes o Ebitda.

Ações para um cenário adverso

Se não houver reforma fiscal, Tenda (TEND3), Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) são as preferidas entre as incorporadoras. O JP Morgan considera que o segmento de baixa renda continua apoiado pelo Minha Casa, Minha Vida. Mudanças no programa, como juros menores e tetos mais altos para os preços dos imóveis, também podem beneficiar as empresas.

Tupy (TUPY3) e Iochpe-Maxion (MYPK3) entram na carteira por sua exposição aos mercados externos, que reduz a dependência do crescimento brasileiro e permite ganhos com uma eventual desvalorização do real. Marcopolo (POMO4) e Mahle Metal Leve (LEVE3) são escolhidas pelos dividendos, com dividend yields de 11% e 10%, respectivamente.

Empresas indicadas para qualquer resultado

Embraer (EMBJ3) e WEG (WEGE3) são as escolhas do banco para atravessar diferentes resultados eleitorais. As duas têm exposição internacional e perspectivas de expansão dos negócios.

No caso da Embraer, o impacto das eleições tende a ser pequeno porque a operação é quase toda dolarizada e tem exposição limitada a clientes brasileiros. A fabricante também possui uma carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões, além de crescimento de receitas e margens.

Na WEG, o JP Morgan destaca a ampliação da produção de transformadores e a adoção de sistemas de armazenamento de energia em baterias no Brasil. A expansão das fábricas pode gerar US$ 1,7 bilhão em receitas adicionais até 2028.

O banco avalia que essas frentes devem sustentar crescimento de dois dígitos nas receitas nos próximos dois anos e apoiar as margens. Uma valorização significativa do real, porém, poderia fazer a ação ter desempenho inferior ao mercado.

Os analistas mantêm incertezas para 2027, independentemente do vencedor. Entre os riscos citados estão inflação, juros reais elevados, déficit fiscal após aumentos de gastos aprovados nas últimas semanas, desaceleração do crescimento e deterioração do ciclo de crédito.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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