SÃO PAULO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a proibição das bets no Brasil e afirma que a medida é necessária diante do endividamento de famílias. No mesmo dia, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, critica a decisão e acusa Lula de estar desesperado no cenário eleitoral.
A medida provisória assinada por Lula na sexta-feira, 25, determina o fim das apostas de quota fixa e dos jogos on-line no país. A exploração e a operação das bets ficam proibidas, e os sites e aplicativos das plataformas devem sair do ar a partir de 6 de outubro. A regra também inclui os chamados cassinos virtuais.
Durante uma caminhada de campanha em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, Lula reconhece neste sábado, 26, que adotou uma “atitude muito drástica”. O presidente relaciona as apostas ao comprometimento de recursos destinados a despesas básicas e afirma que há pessoas que contraem dívidas para continuar jogando.
“Por isso fiz uma medida provisória acabando com as bets no Brasil”, diz Lula. Ele também afirma que as apostas não são uma forma de enriquecimento para quem joga e defende que as pessoas busquem outras maneiras de obter renda. Para o presidente, quem lucra com esse modelo é o dono da bet, enquanto os apostadores ficam mais pobres.
Críticas de Flávio Bolsonaro
Em um evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Flávio Bolsonaro chama Lula de “pai do Tigrinho” e “pai do cassino online”. O candidato afirma que o presidente está afundando os brasileiros em dívidas e diz acreditar que vencerá a eleição no primeiro turno.
“Esse presidente que está afundando o brasileiro em dívidas, que é o pai do Lulinha, que é o pai do Tigrinho e que é o pai do cassino online”, afirma Flávio.
A crítica à proibição já havia sido apresentada pelo candidato na sexta-feira. Na ocasião, ele classifica a medida provisória como “estelionato eleitoral” e “solução fajuta”.



