Marjorie Estiano interpreta uma professora de direito em Habeas Corpus, série da Netflix sobre revisão criminal. Na trama, a personagem mobiliza alunos para tentar provar a inocência de uma pessoa condenada.
A atriz afirma que o tema despertou seu interesse por aproximar o público do sistema judiciário. Para ela, discutir o reexame de condenações injustas contribui para a reparação individual e para o fortalecimento da Justiça.
Preparação para o papel
O processo de preparação incluiu conversas com diretores do Innocence Project Brasil, organização que inspirou a série e atua na área de revisão criminal. Marjorie também contou com o auxílio de um advogado criminal e buscou compreender diferentes perspectivas dentro do direito, desde quem está começando até profissionais experientes.
“a Justiça é complexa”, afirma a atriz ao descrever o trabalho. Ela diz ter entendido que a organização busca aprimorar o sistema judiciário, e não desmerecê-lo.
Marjorie conta que não assistiu a How to Get Away with Murder, série estrelada por Viola Davis, para evitar influências. Segundo ela, Habeas Corpus tem identidade brasileira e retrata a cultura e as dificuldades do país.
A experiência também mudou sua visão sobre o Judiciário. A atriz afirma que passou a compreender melhor sua importância e o considera fundamental, além de defender sua proteção. Para ela, o sistema está em transformação porque é formado por seres humanos falhos.
Sobre a maternidade, Marjorie diz que sua posição é definida e que nunca teve o desejo de ser mãe. Ela relaciona a cobrança sobre esse tema ao patriarcado e ao conservadorismo.
Sua última novela foi Império, em 2014. A atriz afirma que teria interesse em voltar ao formato, desde que o projeto reúna propósito pessoal e coletivo, uma equipe adequada e um tempo de dedicação compatível. Ela também diz ter orgulho das novelas que fez e considera o gênero fundamental para a cultura brasileira.



