Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Justiça

Pesquisadores apontam fraudes sistêmicas no Provão Paulista

Estudo da Repu identifica resultados atípicos em classes e escolas inteiras e questiona controles do exame estadual.

Pesquisadores apontam fraudes sistêmicas no Provão Paulista

Pesquisadores da Rede Escola Pública e Universidade (Repu) afirmam que o Provão Paulista apresenta evidências de fraudes sistêmicas. O exame é aplicado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) a estudantes do ensino médio e também é usado para selecionar alunos para USP, Unicamp, Unesp, Univesp e Fatecs.

O estudo analisou a variação das notas dos mesmos alunos ao longo dos três anos do ensino médio. De acordo com os pesquisadores, os resultados atípicos não se concentraram em poucos estudantes: apareceram em classes e escolas inteiras espalhadas pelo estado.

A pesquisa aponta que o exame reúne funções com impacto sobre diferentes grupos. Ele avalia escolas, pode bonificar ou punir educadores e participa da seleção para universidades. Nas escolas estaduais, a aplicação fica a cargo de profissionais cuja remuneração e vida funcional dependem do desempenho dos alunos.

Os autores também relacionam o problema à falta de controle na aplicação da prova e à política de uso de plataformas digitais e celulares, inclusive em avaliações. Eles afirmam que as fraudes não foram generalizadas na rede estadual, mas também não se limitaram a condutas isoladas. Segundo o estudo, não houve ocorrência semelhante em escolas técnicas e municipais cujos alunos participaram do Provão Paulista.

Resposta da Secretaria

Na última edição, foram denunciados casos de cola, circulação de fotos das provas em redes sociais e fiscais fornecendo respostas. A Seduc-SP classificou os episódios como “ocorrências pontuais de indisciplina”.

A secretaria também contestou os achados do estudo e declarou que “resultados estatisticamente atípicos, isoladamente, não podem ser tratados como evidência de fraude”. Os pesquisadores discordam e dizem que o conjunto dos dados permite afirmar que a fraude existiu, foi recorrente e resultou de problemas na concepção e na execução da prova.

O estudo, segundo os autores, não identifica quem fraudou, como a fraude ocorreu nem quais vagas universitárias foram ocupadas por fraudadores. O edital do Provão Paulista 2026 já foi lançado. Para os pesquisadores, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) precisa adotar medidas para evitar a repetição dos problemas e garantir um processo justo e confiável.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.