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Justiça

TSE mantém prefeito de Porto da Folha e afasta cassação por abuso eleitoral

Corte conclui que não houve prova de benefício direto nem de impacto da campanha de jornalista na votação do prefeito eleito em 2024.

TSE mantém prefeito de Porto da Folha e afasta cassação por abuso eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral afastou a cassação de Everton da Saúde (União), prefeito eleito de Porto da Folha (SE) em 2024. A decisão considera que não foi comprovado um nexo causal mínimo entre a atuação de um jornalista contra um adversário e o resultado da eleição.

O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe havia cassado o mandato por entender que o prefeito foi beneficiado pelo uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha. O jornalista usou redes sociais e grupos de mensagens instantâneas para promover ataques contra Thiago Santana (PSD), segundo colocado na disputa pela prefeitura.

Por maioria, o TSE concluiu que a conduta prejudicou um candidato específico, mas não beneficiou exclusivamente Everton da Saúde. O efeito, conforme o entendimento vencedor, foi distribuído entre os demais concorrentes.

Decisão do relator

O relator, ministro André Mendonça, afastou a cassação da chapa vencedora e manteve a inelegibilidade do jornalista por oito anos. Para ele, não houve comprovação do benefício efetivo obtido pelo prefeito nem da relação entre as acusações feitas pelo comunicador e a votação.

Também não foram identificados indícios de que Everton da Saúde tenha concordado com a campanha negativa. O jornalista, além disso, não fez elogios diretos ao prefeito eleito. O caso, conforme a análise do relator, envolveu uma rixa pessoal que evoluiu para acusações de crimes sem comprovação.

Mendonça afirmou que, quando influenciadores atuam de forma independente e sem participação dos candidatos, a ligação entre a conduta e o impacto eleitoral precisa ser demonstrada com maior rigor.

O ministro Floriano de Azevedo Marques divergiu. Embora concordasse com a necessidade de comprovar o nexo causal, considerou que as acusações foram compartilhadas em redes sociais e grupos de WhatsApp com numerosas pessoas e tiveram repercussão na campanha. Para ele, caberia cassar o prefeito e convocar eleições suplementares.

A ministra Estela Aranha também divergiu e defendeu que o TSE estabeleça estruturas para tratar de abusos desse tipo sem concentrar a análise nas ações de investigação judicial eleitoral.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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