LÍBANO — Bombardeios israelenses no sul do país deixam ao menos 12 mortos, incluindo mulheres e crianças, e atingem um edifício residencial e um veículo usado por socorristas. O Ministério da Saúde libanês informa que a maioria das vítimas pertence à mesma família.
Na madrugada, um ataque contra um prédio de três andares em Kfar Reman mata 11 civis, entre eles duas crianças e quatro mulheres. Outras oito pessoas ficam feridas, incluindo três crianças e um socorrista da Associação de Saúde Islâmica, serviço de emergência ligado ao Hezbollah.
Um segundo bombardeio atinge um veículo que transportava integrantes da Associação de Escoteiros Risala Islâmicos. Um socorrista morre e outros dois ficam feridos, segundo o ministério. O grupo é ligado ao movimento Amal, aliado do Hezbollah.
O Ministério da Saúde libanês afirma que as vítimas indicam “graves violações do direito internacional humanitário cometidas pela ocupação israelense”.
Resposta de Israel
O Exército israelense afirma que atacou instalações de infraestrutura do Hezbollah após o lançamento de dois drones com explosivos contra soldados posicionados na colina de Ali Taher, em Nabatiye. Israel diz que continuará as operações contra ameaças e que mantém o compromisso com o acordo de cessar-fogo.
O Exército também informa que analisa a alegação de que pessoas não envolvidas no conflito foram feridas nos ataques.
Desde a última quinta-feira, quando anunciou o controle da colina de Ali Taher, Israel intensifica as ações na região. Moradores haviam retornado às casas após a trégua de junho, depois de serem deslocados pela guerra entre Israel e Hezbollah. “Desde que voltamos, vivemos angustiados”, afirma Fuad Chakaron, morador do bairro.
Desde a última sexta-feira, 27 pessoas morreram em ataques no sul, conforme o Ministério da Saúde libanês. O conflito, que perdeu intensidade desde o fim de junho, ainda registra ataques esporádicos em uma faixa fronteiriça ocupada pelo Exército israelense.
As autoridades libanesas afirmam que mais de 4.300 libaneses morreram nas represálias israelenses. Dados oficiais registram também a morte de 40 soldados israelenses e quatro civis durante o conflito.



