Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegam a Moscou neste sábado (05/09) para tentar reabrir as negociações sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. A agenda inclui encontros com autoridades russas próximas ao presidente Vladimir Putin e, no domingo (06/09), uma viagem a Kiev para reunião com Volodymyr Zelensky.
Kushner, genro de Trump, e Witkoff, principal negociador internacional do presidente norte-americano, viajam em um avião da Força Aérea dos Estados Unidos. A aeronave faz escala em Helsinque, na Finlândia, antes de pousar no aeroporto de Vnukovo. Na chegada, os dois são recebidos por Kirill Dmitriev, conselheiro do Kremlin para cooperação econômica internacional.
Dmitriev publica fotos do encontro e escreve: “Bem-vindos a Moscou, pacificadores”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirma que Vladimir Putin determinou a suspensão dos ataques contra Kiev a partir da meia-noite deste sábado, pelo período de três dias. O presidente russo também planeja se reunir com os representantes enviados por Trump.
A Casa Branca apresenta a viagem como uma nova tentativa de aproximar Moscou e Kiev após meses de impasse. Trump afirma na sexta-feira (04/09) que os negociadores levam uma proposta de paz, mas os detalhes não são divulgados.
O principal ponto de discordância continua sendo o território. Moscou exige que Kiev aceite uma nova configuração territorial e desista da possibilidade de entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O governo ucraniano rejeita ceder formalmente áreas do país.
A diplomacia ocorre em meio à continuidade dos ataques aéreos. Kiev amplia o uso de drones contra refinarias, depósitos de combustível e outras estruturas russas, enquanto Moscou intensifica ofensivas contra cidades e instalações estratégicas ucranianas. Na sexta-feira (04/09), um ataque russo atinge a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia, em Kiev, e deixa feridos, conforme autoridades ucranianas.
Zelensky propõe uma pausa nos ataques durante a passagem dos enviados americanos pelos dois países. Ele afirma que Kiev não fará ofensivas durante a visita e pede que Moscou adote a mesma medida: “Nosso objetivo é uma visita e negociações tão construtivas e significativas quanto possível”. O Kremlin apresenta a interrupção de 72 horas como parte das condições para retomar as negociações.
Trump também declara não acreditar que Putin pretenda atacar o território de países integrantes da OTAN. A avaliação é feita enquanto governos europeus demonstram preocupação com episódios envolvendo drones e possíveis ações de sabotagem atribuídas à Rússia.




