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Shein recua 19% em Hong Kong e reduz valor de mercado em US$ 5 bilhões

A varejista encerra os primeiros cinco pregões abaixo do preço do IPO, em meio a custos maiores e pressão regulatória.

Shein recua 19% em Hong Kong e reduz valor de mercado em US$ 5 bilhões
Foto: Getty/Getty Images

A Shein encerra os primeiros cinco pregões na Bolsa de Hong Kong com as ações 19% abaixo dos 48,56 dólares de Hong Kong definidos na oferta pública inicial. No período, o valor de mercado da varejista cai de aproximadamente 26 bilhões de dólares para 21 bilhões de dólares, uma redução de cerca de 5 bilhões de dólares.

Na segunda-feira (7), os papéis avançam 3,2%, no primeiro resultado positivo desde a estreia, mas terminam o pregão abaixo do preço do IPO. Entre empresas que levantaram pelo menos 1 bilhão de dólares em uma listagem em Hong Kong, o desempenho da Shein fica acima apenas do registrado pela Baidu, que recuou 19,9% nos cinco primeiros pregões após sua oferta.

A abertura de capital movimenta aproximadamente 1,7 bilhão de dólares. No primeiro dia de negociação, as ações chegam a cair cerca de 10%, recuperam parte das perdas e fecham praticamente estáveis, a 48,50 dólares de Hong Kong.

Pressões sobre o modelo de negócio

A reação dos investidores ocorre enquanto a empresa enfrenta dúvidas sobre a desaceleração do crescimento, a queda da rentabilidade, o aumento dos custos comerciais e logísticos, a pressão regulatória e a concorrência no comércio eletrônico de moda.

A Shein expandiu sua operação internacional com preços baixos, grande variedade de produtos e uma cadeia de produção que coloca pequenas quantidades de novas peças rapidamente no mercado. Mudanças nas regras para pequenas encomendas nos Estados Unidos e na Europa, porém, reduzem uma vantagem desse modelo.

Nos Estados Unidos, o fim da isenção de minimis para encomendas de até 800 dólares aumenta os custos das vendas internacionais. A União Europeia também avança sobre o tratamento dado às pequenas encomendas. O aumento de tarifas e do transporte pressiona as margens da companhia.

A operação em Hong Kong também reorganiza a estrutura de capital da Shein e compensa investidores que participaram de rodadas privadas anteriores a avaliações mais altas. Com preços, custos, concorrência e regras comerciais sob pressão, a empresa precisa demonstrar que consegue manter o crescimento em um ambiente menos favorável.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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