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Nepal faz luto nacional após enchentes que deixaram 1.399 mortos

Buscas entram no 13º dia por mais de 5.500 desaparecidos, enquanto famílias cobram resultados das equipes de resgate.

Nepal faz luto nacional após enchentes que deixaram 1.399 mortos
Foto: AFP/Reprodução

O Nepal realiza nesta segunda-feira, 7, um dia de luto nacional pelas vítimas das enchentes de 26 de agosto. O desastre deixou pelo menos 1.399 mortos e mantém mais de 5.500 pessoas desaparecidas, entre elas quase 800 estrangeiros.

A tragédia ocorreu na fronteira entre Nepal e Tibete, território autônomo da China. Uma avalanche em uma geleira provocou a cheia repentina de um rio, que destruiu casas, estradas, pontes e usinas. Entre os desaparecidos estão turistas que faziam trilhas no Himalaia, peregrinos hindus a caminho do monte Kailash e trabalhadores de projetos de hidrelétricas.

Em Katmandu, bandeiras foram hasteadas a meio-mastro e centenas de pessoas participaram de vigílias com velas no 13º dia de luto, conforme a tradição hindu. Com os necrotérios lotados, as autoridades autorizaram, desde o último domingo, o sepultamento de vítimas sem identificação formal após exames de DNA.

As equipes de resgate continuam as buscas em terra, pelo ar e nos túneis. Três pessoas — dois trabalhadores nepaleses e um chinês — foram resgatadas na sexta-feira e no sábado. Durante o fim de semana, uma idosa também foi retirada com vida dos escombros de sua casa.

O Exército afirma que trabalha “com a mesma intensidade do primeiro dia”. O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, disse que ainda espera encontrar sobreviventes. “Milagres acontecem”, declarou.

Famílias cobram resultados

Parentes de trabalhadores desaparecidos se reuniram em uma praça de Katmandu e demonstraram frustração com a demora. Reena Amatya Shrestha, que não tem notícias do irmão, o geólogo Sumesh Amatya, afirmou: “Queremos resultados”. Ele trabalhava nas obras da represa Trishuli-3, na fronteira com a China.

O presidente nepalês, Ram Chandra Paudel, visitou campos de deslocados e prometeu a continuidade das buscas. O especialista australiano Arnold Dix disse que as operações ocorrem em diferentes locais, cada um com seus próprios perigos.

A causa das inundações foi associada ao colapso da rocha matriz na encosta de uma montanha. O derretimento da geleira no topo deixou a estrutura mais instável. O deslizamento liberou 200 milhões de metros cúbicos de rocha e gelo, formando uma massa de água, rocha e sedimentos que atingiu as áreas abaixo.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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