O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirma que o Brasil não abrirá mão do Pix nem dos mecanismos nacionais de verificação e rastreabilidade do desmatamento nas negociações com os Estados Unidos. Uma nova reunião está prevista para o fim deste mês.
“Há pontos sobre os quais o Brasil não negocia e há uma infinidade de pontos sobre os quais o Brasil quer negociar”, disse Elias Rosa. Para ele, um eventual acordo sobre as tarifas americanas não pode ser ilimitado.
O comércio de etanol está entre os temas que o ministro considera sensíveis. Elias Rosa afirma que o produto não deve ser discutido separadamente do açúcar. O etanol brasileiro passou a enfrentar uma tarifa de 40% nos Estados Unidos, enquanto o açúcar nacional está sujeito a uma sobretaxa próxima de 100%.
Apesar das divergências, o ministro defende a continuidade das conversas e destaca a importância da relação comercial entre os dois países. Ele afirma que empresas americanas investem no Brasil há mais de um século, com geração de empregos, tecnologia e inovação.
“Não precisa entregar a carteira. Não é como um acordo sem limite. Um acordo sem teto não é possível”, declarou Elias Rosa. A afirmação resume a posição de que o governo brasileiro deve preservar seus interesses durante a negociação.
Mudança no objetivo
Segundo o ministro, a negociação muda de objetivo depois da conversa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Antes, o governo brasileiro buscava impedir a aplicação das tarifas americanas. Agora, a prioridade é retirar as tarifas que já foram impostas.



