Luiz Inácio Lula da Silva usa o 7 de Setembro para defender a soberania nacional e o Pix em uma propaganda eleitoral publicada nas redes sociais. O vídeo mira Flávio Bolsonaro e apresenta a eleição como uma escolha sobre a posição do Brasil diante de pressões externas.
Publicado neste domingo (6) na conta de Lula no X, antigo Twitter, o material afirma que a data deve levar o país a escolher entre “um Brasil que se levanta para proteger a nação” e “um país que se apequena para outros países”.
A peça destaca o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. O mecanismo é citado em investigações dos Estados Unidos e aparece entre os motivos apresentados pelo governo de Donald Trump para aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A gestão norte-americana considera o sistema uma prática comercial “desleal”, sob a alegação de prejuízo a empresas e exportadores dos Estados Unidos.
O vídeo também exibe uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que menciona o Zelle, serviço norte-americano de transferências digitais semelhante ao Pix. Na sequência, recupera uma fala de Lula veiculada na véspera do 7 de Setembro: “Pix é do Brasil. É público, é gratuito, e vai continuar assim”.
A estratégia associa a disputa eleitoral à independência econômica e tecnológica do país. Lula aparece como defensor de um serviço de uso cotidiano, enquanto Flávio Bolsonaro e seu campo político são relacionados a uma posição de alinhamento aos interesses norte-americanos.
Pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro mostra Lula com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que tem 44%. Pela margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados. A campanha também relaciona a eleição de outubro ao debate sobre o Pix e as tarifas impostas pelos Estados Unidos.



