Conteúdos produzidos por inteligência artificial (IA) se tornaram a principal ameaça digital às eleições no Brasil, afirma o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A entidade lançou a segunda edição do estudo Guia Internet, Democracia e Eleições, que analisa os efeitos do ambiente tecnológico sobre a opinião pública nacional.
Desde 2018, a circulação de desinformação mudou. As redes sociais abertas deixaram de concentrar esse fluxo, enquanto aplicativos fechados de mensagens diretas, como o WhatsApp, ganharam espaço. A atuação também passou a combinar diferentes plataformas, com os vídeos no centro da estratégia.
A evolução da IA generativa permite criar textos, imagens, áudios e vídeos com alto grau de realismo. De acordo com o CGI.br, esses conteúdos podem ser direcionados a grupos específicos com base em hábitos dos usuários. A personalização aumenta o poder de persuasão e dificulta que até pessoas atentas identifiquem o material falso.
Deepfakes
O estudo destaca ainda o avanço das deepfakes. A técnica altera rosto, corpo e voz para simular declarações de figuras públicas que não ocorreram. Como essas produções podem parecer autênticas, a verificação se torna mais difícil para o cidadão no cotidiano.
O CGI.br relaciona esse cenário à necessidade de atenção diante do uso de ferramentas capazes de produzir e distribuir conteúdos falsos em diferentes formatos e canais digitais.



