PETRÓPOLIS — Paola Daniel, ex-esposa de Daniel Silveira, registra um Boletim de Ocorrência contra o ex-deputado na 106ª DP de Petrópolis, no Rio de Janeiro. O caso é formalizado na última segunda-feira (14), com acusações de violência psicológica. Ela também solicita uma medida protetiva de urgência.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paola confirma o registro e afirma ter sofrido violências de diferentes tipos. Atual candidata a deputada federal pelo Partido Renovação Democrática (PRD), ela diz que decidiu falar após ataques que atribui à rejeição de Silveira à sua candidatura.
“As pessoas conhecem o Daniel político. Eu conheço o Daniel homem, que é uma pessoa horrorosa”, declara Paola. Ela afirma que vinha evitando citar o ex-marido e diz que pretende apresentar novos detalhes sobre o caso.
Defesa nega acusações
A equipe jurídica de Daniel Silveira nega retaliações e qualquer responsabilidade do ex-parlamentar por publicações de terceiros. Em nota, os advogados afirmam que ele não possui nem administra contas em redes sociais atualmente.
A defesa diz acompanhar o registro policial e informa que pretende recorrer à Justiça contra acusações que considera caluniosas e sem provas concretas. Silveira cumpre pena em regime aberto após condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Benefício recebido em 2020
Dados do Portal da Transparência mostram que Paola recebeu parcelas do Auxílio Emergencial em 2020, quando ocupava um cargo no Ministério do Meio Ambiente.
Em outubro daquele ano, ela é nomeada coordenadora de gestão de pessoas no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, órgão ligado ao ministério. A função comissionada tinha remuneração bruta de aproximadamente R$ 5,6 mil.
Paola continua recebendo parcelas do benefício mesmo depois de assumir o cargo. Na época, justifica a manutenção dos pagamentos dizendo que interromper o recebimento automático seria “muito burocrático”.



