A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, registra a maior arrecadação entre os concorrentes ao Palácio do Planalto: 47,9 milhões de reais no Tribunal Superior Eleitoral até a última sexta-feira, 11. Lula (PT) aparece em seguida, com 41 milhões de reais em receitas.
Ronaldo Caiado (PSD) soma 6,4 milhões de reais, enquanto Romeu Zema (Novo) declara 3,9 milhões de reais. Augusto Cury (Avante), terceiro colocado nas pesquisas mais recentes, tem 412.062,00 reais registrados no TSE. Renan Santos (Missão) dispõe de 1,3 milhão de reais.
Apesar da liderança financeira, integrantes da campanha do PL relatam, em conversas reservadas, dificuldades para obter novas doações. Conselheiros que procuram empresários afirmam encontrar executivos interessados em contribuir, mas receosos de possíveis represálias de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal e adversário político de Flávio Bolsonaro.
A preocupação aparece em meio à sessão convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para a próxima terça-feira, 15. O plenário da Corte deve analisar o relatório da Polícia Federal apresentado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master.
O documento trata das ligações de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, incluindo um contrato de 129 milhões de reais entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Entre os maiores doadores privados de Flávio estão Erasmo Carlos Battistela, CEO da Be8, com 500.000 reais; Walter Schlatter (PP), prefeito de Chapadão do Sul (MS), com 300.000 reais; e Waldemar Verdi Junior, presidente do conselho da Rodobens, com 180.000 reais.
Pelas regras do TSE, pessoas físicas podem doar até 10% do rendimento bruto obtido no ano anterior à eleição.



