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Ibovespa sobe 4,71% na semana antes do primeiro turno

Hapvida lidera ganhos, com alta de 24,6%, enquanto apenas oito ações do índice terminam a semana em queda.

Ibovespa sobe 4,71% na semana antes do primeiro turno

O Ibovespa acumulou alta de 4,71% entre segunda e sexta-feira que antecederam o primeiro turno das eleições. Apenas oito ações do índice terminaram o período em queda. Na sexta-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira subiu 2,63% e atingiu 192.114,55 pontos durante o pregão.

O movimento é associado ao posicionamento de investidores para a sessão de segunda-feira (5), após a votação. Parte do mercado montou posições em opções de compra do Ibovespa, apostando em uma alta do índice nos pregões seguintes.

Em setembro, encerrado na quarta-feira (30), o Ibovespa avançou 5,03%, no segundo melhor resultado mensal do ano. Para Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico, o desempenho refletiu a revisão das expectativas sobre a política fiscal a partir de 2027 e a retomada do fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira.

Hapvida lidera altas

A Hapvida (HAPV3) foi o principal destaque da semana, com valorização de 24,6%. O desempenho ocorreu em meio às expectativas de melhora operacional e à avaliação de uma operação de sale-leaseback envolvendo hospitais da companhia.

A empresa contratou o BTG Pactual e a XP para analisar a operação. Nesse modelo, imóveis hospitalares seriam vendidos a investidores, enquanto a Hapvida continuaria usando as unidades mediante contratos de aluguel de longo prazo. As conversas ainda estão em estágio inicial, e a transação pode levantar até R$ 1,5 bilhão.

Outras seis ações tiveram alta de dois dígitos: Vamos (VAMO3), Azzas 2154 (AZZA3), Cogna (COGN3), Magazine Luiza (MGLU3), Vivara (VIVA3) e C&A (CEAB3). No caso da Azzas 2154, a valorização ocorreu após a empresa receber 15 propostas pela venda da Farm Rio.

Santander lidera quedas

Na ponta negativa, o Santander (SANB11) recuou 5,58% na semana. A ação acumula queda de 16,72% no ano, o pior desempenho entre os pares financeiros, enquanto o mercado acompanha uma eventual saída do papel da bolsa.

A Minerva também caiu, com baixa de 5,13% no período.

No cenário eleitoral, a disputa entre o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, permanece acirrada e sem vencedor claro nas pesquisas citadas. Mercados preditivos como Kalshi e Polymarket indicam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula.

Os dados econômicos também influenciaram os negócios. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% nos três meses até agosto. Em agosto, foram criadas 165.827 vagas formais de trabalho.

Nos Estados Unidos, o payroll apontou a abertura de 29 mil vagas em setembro e alta da taxa de desemprego de 4,1% para 4,2%. Na sexta-feira (2), a ferramenta FedWatch indicava cerca de 78% de chance de manutenção dos juros entre 3,75% e 4,00% ao ano na decisão de outubro. Para dezembro, a probabilidade de uma nova alta de pelo menos 25 pontos-base era superior a 80%.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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