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Política

Lindbergh critica Flávio Bolsonaro após defesa de André Mendonça

Deputado questiona a imparcialidade do ministro do STF em processos ligados ao senador e ao financiamento do filme Dark Horse.

Lindbergh critica Flávio Bolsonaro após defesa de André Mendonça

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após ele defender, em uma live no Instagram, a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Flávio afirmou que Mendonça é um juiz justo e imparcial.

Lindbergh questionou a permanência de Mendonça na condução de processos que envolvem Flávio Bolsonaro e o projeto cinematográfico Dark Horse. Em publicação na rede social X, o deputado escreveu: “Sem vergonha, esse Flávio Bolsonaro é um cara de pau”.

Flávio declarou que o ministro não persegue ninguém e associou a divulgação de documentos à existência de irregularidades atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. Ele também afirmou que Moraes não teria mais condições de permanecer no STF.

Transferências para Dark Horse

Flávio Bolsonaro disse que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, havia interrompido em maio de 2025 os repasses para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificou, porém, uma transferência de US$ 1.666.667 feita em 16 de setembro de 2025 ao fundo norte-americano Havengate Development Fund, responsável pela administração dos recursos do longa.

A operação ocorreu depois de uma mensagem enviada por Flávio ao banqueiro para cobrar parcelas em atraso. Com o repasse, o total destinado por Vorcaro à produção passou de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões, valor equivalente a mais de R$ 65 milhões pela cotação daquele período.

Disputa entre ministros

O material da Polícia Federal cujo sigilo foi retirado por Mendonça inclui um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. Também aparecem cartões de crédito do banco para filhos do ministro, com limites de até R$ 300 mil.

Após a divulgação dos documentos, Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios da PF que apontariam fortes indícios de irregularidades na atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.

A decisão de Moraes foi tomada nesta quinta-feira (3), no Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. Ele retirou o sigilo da decisão e dos documentos e determinou que a Procuradoria-Geral da República tomasse ciência do caso. Mendonça, por sua vez, pediu a Fachin o afastamento de Moraes.

Moraes foi relator do inquérito sobre a tentativa de golpe que levou à condenação de Jair Bolsonaro e de outras 28 pessoas. Ministros da Primeira Turma do STF condenaram o ex-presidente a 27 anos de prisão. Na investigação sobre os atos de 8 de Janeiro de 2023, mais de 1,4 mil pessoas foram condenadas. Lula e o campo progressista defendem a integridade das investigações e as apurações técnicas dos ministros do STF.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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