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Política

Condenados no caso do 8 de Janeiro apoiam parentes nas eleições

Impedidos de disputar o pleito, nomes ligados aos atos de 8 de Janeiro tentam preservar influência política por meio de familiares e aliados.

Condenados no caso do 8 de Janeiro apoiam parentes nas eleições
Foto: @rebecaramagem/Instagram

Condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da tentativa de golpe de Estado, políticos ligados aos atos de 8 de Janeiro apoiam parentes que disputam vagas nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O objetivo é manter influência no campo da direita e defender pautas como a anistia para os participantes das depredações e dos ataques às instituições.

Pelo menos 22 candidatos que ganharam projeção em manifestações e outras ações antidemocráticas participam da disputa. O movimento ocorre enquanto figuras associadas ao bolsonarismo estão impedidas de concorrer. Para a cientista política Tathiana Chicarino, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, essas candidaturas também expressam a radicalização do debate político.

A rejeição ao STF é uma das principais bandeiras. Pesquisa do Datafolha mostra que 48% dos brasileiros dizem não confiar na Corte. Carolina Siebra (Novo-CE), candidata a deputada federal e presidente da associação de familiares dos réus do 8 de Janeiro, defende uma reforma no tribunal.

As campanhas desses candidatos somam 9 milhões de reais em recursos dos fundos eleitoral e partidário. Rebeca Ramagem (PL-RJ), mulher de Alexandre Ramagem, recebeu 1,7 milhão de reais. O ex-diretor da Abin foi condenado a dezesseis anos por conspirar contra a República e está foragido nos Estados Unidos. Sem deixar Miami, ele participa da campanha por meio de um boneco de papelão levado às ruas por cabos eleitorais. Rebeca afirma que conta com o apoio da família Bolsonaro e aposta em um perdão presidencial caso Flávio Bolsonaro seja eleito senador.

Carla Zambelli, que está na Itália após ser condenada por mandar invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça, também atua na campanha de uma parente. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela apoia a candidatura da mãe, Rita Zambelli (PL-SP), que tenta conquistar parte do eleitorado associado à ex-deputada federal. Rita afirma que assume no Brasil uma missão antes exercida pela filha.

Outro candidato é o empresário Marcos Soares Moreira, conhecido como “Marcos Muralha”, que disputa uma vaga de deputado estadual pelo Novo do Espírito Santo. Preso e denunciado por participar dos atos em Brasília, ele aceitou um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República (PGR), prestou serviços comunitários e participou de um curso sobre democracia. Na campanha, critica ministros do STF, defende o impeachment de Alexandre de Moraes e afirma que foi preso por causa de seu posicionamento político.

Assim, condenados, foragidos e familiares tentam conservar espaço político por meio das eleições e da mobilização em torno do 8 de Janeiro.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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