SÃO PAULO — A Polícia Militar usa gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes contrários a Flávio Bolsonaro (PL) nas proximidades da Avenida Paulista, durante os atos de 7 de Setembro. A ação ocorre na região da Rua Peixoto Gomide com a Alameda Santos, onde também atua a Guarda Civil Metropolitana (GCM).
O grupo se aproxima do espaço reservado para o ato de campanha de Flávio Bolsonaro, que discursaria mais tarde na Avenida Paulista. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram policiais avançando contra pessoas com camisas vermelhas e pretas e lançando artefatos. Os manifestantes se dispersam após a intervenção.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que a medida busca impedir um confronto entre grupos antagônicos. O boletim de ocorrência informa que equipes da PM fazem policiamento preventivo para o evento e decidem conter os manifestantes quando eles chegam perto do local reservado. O registro relata que o grupo carrega cartazes e objetos.
Justificativa da polícia
De acordo com o boletim, a corporação emprega gás lacrimogêneo e força de forma diferenciada, conforme o procedimento operacional padrão. A PM declara que a atuação busca preservar a integridade física dos participantes do evento, dos manifestantes e dos policiais.
A SSP informa que o policiamento é reforçado na Avenida Paulista por causa das manifestações previstas para esta segunda-feira. A pasta diz que não há registro de incidentes graves e que a PM permanece na região para garantir a segurança e o direito à livre manifestação.
Na Praça Geremia Lunardelli, a polícia localiza e prende um homem procurado pela Justiça por meio do sistema Muralha Paulista. Segundo a secretaria, populares tentam impedir a prisão, e os agentes usam força durante a ocorrência.
Após a dispersão, o boletim registra que o policiamento continua na região e que o ato segue dentro da normalidade.



