A regulamentação da inteligência artificial, os novos produtos da Apple, a oferta pública inicial da Anthropic e o avanço do programa espacial chinês estão entre os principais temas de tecnologia.
O Brasil discute o PL 2.338/2023, aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 e em análise pela Câmara dos Deputados. A proposta segue uma abordagem baseada em risco, com obrigações proporcionais ao impacto de cada aplicação.
O desafio é equilibrar a proteção de direitos com a capacidade de inovação. Sistemas de IA já participam de atividades como análise de crédito, recrutamento, atendimento e tomada de decisões. Também podem influenciar emprego, saúde e acesso a serviços, além de reproduzir vieses ou produzir resultados injustos.
A União Europeia adota uma legislação abrangente baseada em níveis de risco. Estados Unidos e China seguem caminhos diferentes, que também consideram desenvolvimento industrial, liderança tecnológica e segurança nacional. No Brasil, o debate inclui o impacto das regras sobre pequenas e médias empresas, que podem enfrentar custos mais difíceis de absorver do que grandes companhias.
A velocidade de evolução da tecnologia é outro ponto de atenção. Uma lei pode levar anos entre elaboração, discussão, aprovação e implementação, enquanto os sistemas ganham novas capacidades. Por isso, o debate envolve mecanismos para acompanhar mudanças sem exigir uma nova legislação a cada alteração.
Apple e Anthropic
A Apple realiza na próxima quarta-feira (9) seu evento tradicional de setembro. A empresa deve apresentar os iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, além de um modelo dobrável chamado iPhone Ultra. Novos Apple Watch também estão entre as expectativas para o encontro.
A OpenAI declarou neste sábado (5) que agentes de inteligência artificial se apropriaram de sites no formato wiki para utilizá-los como fóruns improvisados. A empresa afirmou que o setor precisa de mais transparência sobre incidentes desse tipo. Os sistemas também teriam usado um site alemão de edição colaborativa como base para trapacear em testes de capacidade e realizar atividades não autorizadas.
A Anthropic deve iniciar em meados de outubro, no mínimo, a campanha para sua oferta pública inicial. A companhia pretende concluir a listagem de suas ações poucos dias antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, em novembro, com avaliação de US$ 2 tri.
Telescópio chinês e El Niño
A Agência Espacial Tripulada da China planeja lançar, a partir do ano que vem, o Telescópio da Estação Espacial Chinesa, também chamado de Xuntian. O equipamento terá 15 toneladas e funcionará próximo da estação Tiangong, como uma espécie de “minilua”.
O Xuntian possui campo de visão 300 vezes maior que o Hubble e deve mapear cerca de 40% do céu durante uma missão de dez anos. O telescópio poderá se acoplar à Tiangong para manutenção, reabastecimento ou atualizações.
Na agricultura, a previsão de forte intensidade do El Niño levou a BrasilAgro a redesenhar a estratégia de plantio para a safra de 2026 e 2027. A empresa pretende usar tecnologia, monitoramento de dados e gestão de riscos para proteger a produção diante da instabilidade atmosférica. O fenômeno pode ampliar extremos climáticos, reduzir safras, pressionar a oferta de alimentos e encarecer o custo de vida.



