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Entidades da AGU defendem instituição após relatório da PF sobre Messias

Associações dizem que divergências jurídicas não devem ser usadas para levantar suspeitas contra integrantes da AGU.

Entidades da AGU defendem instituição após relatório da PF sobre Messias

Associações que representam as carreiras da Advocacia-Geral da União (AGU) divulgam uma nota pública em defesa da instituição e de seu advogado-geral, Jorge Messias. As entidades criticam a associação entre divergências sobre estratégias jurídicas e suspeitas contra integrantes do órgão.

A manifestação ocorre após um relatório da Polícia Federal recomendar “monitoramento e coleta dirigida” sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e sua relação com Messias. O episódio ocorre em meio a divergências anteriores entre a PF e a AGU.

As associações afirmam que medidas jurídicas adotadas pela Advocacia-Geral da União podem ser debatidas e criticadas. Ressaltam, porém, que a instituição não tem como função simplesmente referendar pretensões apresentadas ou defendidas por outros órgãos.

“O que não se mostra adequado é converter uma divergência de estratégia jurídica em elemento de suspeição antes do conhecimento e da avaliação dos fundamentos técnico-jurídicos que orientaram a decisão institucional”, afirmam as entidades.

Critérios para decisões da AGU

O documento é assinado por representantes de advogados públicos e procuradores das carreiras da AGU. Segundo as entidades, a atuação institucional segue a legislação e critérios técnicos. Elas rejeitam a interpretação de que decisões da AGU possam ser explicadas por relações pessoais, afinidades políticas ou conveniências circunstanciais.

A nota também diferencia a apuração de eventual irregularidade cometida por um advogado do uso do exercício da advocacia como base para levantar suspeitas. “Há diferença entre investigar eventual ilícito praticado por um advogado e transformar o próprio exercício da advocacia em fundamento para colocá-lo sob suspeita”, dizem as associações.

As referências à relação entre Messias e Mendonça aparecem depois de o ministro atuar abertamente em favor da indicação do advogado-geral da União à Suprema Corte. As entidades defendem que as decisões da AGU sejam avaliadas pelos fundamentos técnico-jurídicos e pelas atribuições constitucionais e legais da instituição.

Integrantes da PF já demonstravam insatisfação com a postura de Messias em processos relacionados ao caso Master e às investigações contra o empresário Fábio Luís Lua da Silva que tramitam no STF.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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