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Bets respondem por 5,8% da receita de 16 grandes clubes em 2025

Patrocínios somaram pelo menos 784 milhões de reais, enquanto a dívida conjunta dos clubes chegou a 14,8 bilhões de reais.

Bets respondem por 5,8% da receita de 16 grandes clubes em 2025
Foto: Wagner Meier/Getty Images

Os patrocínios de casas de apostas representaram 5,8% da receita conjunta de dezesseis dos maiores clubes de futebol do país em 2025. O levantamento é do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR), que acompanha as demonstrações financeiras das equipes.

As bets pagaram pelo menos 784 milhões de reais aos clubes no ano. Foi possível identificar os valores separados para as casas de apostas em treze das dezesseis equipes analisadas. A receita total do grupo chegou a 13,5 bilhões de reais em 2025.

O IPIE/UFPR afirma que a exposição das marcas em camisas e transmissões esportivas é maior do que o peso efetivo desse patrocínio nas contas dos clubes. “O peso delas nas contas dos clubes é significativamente menor do que sua presença visual pode sugerir”, disse o instituto.

Dívidas e clubes analisados

Apesar do crescimento das receitas, a dívida conjunta dos clubes aumentou 54% desde 2022. O valor passou de 9,6 bilhões de reais naquele ano para 14,8 bilhões de reais em 2025. No mesmo intervalo, as receitas dobraram. Em 2025, dez dos 16 clubes analisados gastaram mais do que arrecadaram, segundo o instituto.

O levantamento inclui Athletico-PR, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco da Gama. As informações foram obtidas nas demonstrações financeiras e nas notas explicativas dos clubes. Os dados sobre as dívidas têm como referência os estudos anuais da Sports Value.

As plataformas de aposta e os cassinos online estão proibidos em todo o país desde a sexta-feira passada, 25 de setembro. A medida foi tomada pelo presidente Lula por meio de medida provisória e ainda depende de votação e aprovação do Congresso para não ser anulada e se tornar uma lei permanente. O prazo previsto é de até 120 dias.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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