O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprova financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração construir um Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras em Poços de Caldas, em Minas Gerais. A unidade será dedicada à produção-piloto de carbonato misto de terras raras e ao desenvolvimento de técnicas para processar argilas iônicas.
O crédito vem de uma linha do BNDES destinada à inovação, com prazo de 16 anos e juros de 4,8% ao ano. O centro corresponde à primeira fase do Projeto Colossus e deve reproduzir as condições da futura planta industrial da empresa. A implantação está prevista para começar no primeiro trimestre de 2027, com início da operação no fim de 2028.
A Viridis informa que o financiamento também permitirá aperfeiçoar as rotas de processamento das argilas iônicas encontradas em Poços de Caldas. A empresa, subsidiária brasileira da australiana Viridis Mining and Minerals, detém 100% dos direitos de pesquisa e lavra do Projeto Colossus IAC, localizado no município.
As terras raras são usadas na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho, aplicados em setores como mobilidade elétrica, energia renovável e eletrônica de precisão. A cadeia inclui pesquisa, lavra, beneficiamento, refino e reciclagem.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o investimento pode ampliar a participação brasileira no fornecimento global de minerais críticos. “O investimento do BNDES tem potencial de fomentar a produção nacional de terras raras, reduzir importações, promover exportações e consolidar o Brasil como fornecedor estratégico global de minerais críticos para a transição energética”, afirmou.
A Viridis havia sido selecionada em 2024 pelo BNDES e pela Finep, a Financiadora de Estudos e Projetos, em uma chamada pública para projetos ligados à cadeia de minerais estratégicos para a transição energética.



