A Farm deve receber ainda neste mês as primeiras propostas de fundos locais e estrangeiros interessados na marca de moda feminina. Os contatos iniciais serão não vinculantes, sem obrigação ou multa caso uma eventual venda não seja concluída.
A marca é avaliada em US$ 1 bilhão, equivalente a R$ 5,13 bilhões na cotação atual. O valor supera a capitalização de mercado do grupo Azzas, de R$ 3,65 bilhões, e é inferior ao montante que as empresas perderam na bolsa por causa das divergências entre os sócios.
A operação pode preparar uma futura abertura de capital da Farm em Nova York. A marca também é apontada como uma alternativa para gerar caixa e enfrentar os desafios de outras operações do grupo.
Separação entre as empresas
A Farm Rio surgiu em 1997 como um estande de feira no Rio de Janeiro e passou a ser o principal suporte do crescimento da divisão de moda feminina. A marca tem forte geração de caixa, expansão internacional acelerada e crescimento consistente.
Com a separação entre Arezzo&Co e Grupo Soma, a Farm terá uma empresa própria, inicialmente controlada em conjunto pelas duas companhias. A Arezzo&Co ficará com 57,4% e a Soma, com 42,6%, até que o futuro da marca seja definido.
A nova Arezzo&Co, sob liderança do bloco de Alexandre Birman, concentrará os negócios de calçados e bolsas, além da Hering. Já a nova Soma, liderada pelo bloco de Roberto Jatahy, reunirá Animale, NV, Maria Filó, Cris Barros, Reserva, Oficina e Foxton.
A fusão que deu origem à Azzas 2154 não alcançou a sinergia esperada em razão dos conflitos entre Birman e Jatahy. Dois anos depois da criação da companhia, R$ 6 bilhões em valor de mercado foram destruídos.
O JP Morgan avaliou a separação positivamente por encerrar os conflitos de governança e permitir estratégias próprias. O banco, porém, manteve recomendação neutra para a Azzas, com preço-alvo de R$ 24,60, porque ainda não está definida a distribuição de caixa, dívidas e ativos.



