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Justiça suspende licenças e atividades da Sigma Mineração em Minas Gerais

Decisão interrompe operações no complexo Grota do Cirilo e determina nova perícia sobre a distância até comunidades quilombolas.

Justiça suspende licenças e atividades da Sigma Mineração em Minas Gerais

A Justiça Federal em Minas Gerais suspende as licenças ambientais e determina a paralisação imediata das atividades do complexo minerário Grota do Cirilo, operado pela Sigma Mineração S.A. em Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. A decisão atende a um pedido da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, que aponta fraude nos estudos de impacto ambiental.

O juiz Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, da Vara Cível de Teófilo Otoni, fixa multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Na decisão, ele afirma que as comunidades tradicionais enfrentam “uma lesão diária, cumulativa e crônica à integridade física e sociocultural do grupo tradicional”.

A federação afirma que as comunidades Baú, Genipapo Pintos e Jenipapo II estão na zona de impacto direto do empreendimento, mas não foram consultadas. A consulta é exigida para o licenciamento ambiental, segundo a argumentação apresentada no processo.

Distância até as comunidades

A Sigma sustenta que as comunidades estão fora do raio de 8 km que exigiria consulta prévia. Para defender essa posição, a empresa apresenta dados de georreferenciamento.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), porém, fornece dados de demarcação que indicam uma situação diferente. Conforme essas informações, a Comunidade do Baú fica a 2,3 km da área diretamente afetada, dentro da área de proteção legal.

A divergência entre os dados leva a Justiça Federal a determinar uma nova perícia. Até a conclusão do esclarecimento, as atividades minerárias permanecem interrompidas.

Multa e acordo

A operação do projeto Grota do Cirilo começa em 2023, no contexto do chamado Vale do Lítio, região associada à extração de lítio para setores como eletrônicos e baterias.

Os autos registram que a Sigma recebeu multa de R$ 2 milhões do governo de Minas Gerais por descumprimento de condicionantes ambientais. A empresa concordou em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta para corrigir as falhas e retomar as atividades.

O juiz, no entanto, proíbe o governo mineiro de firmar esse tipo de acordo e estabelece multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da determinação.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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