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Justiça

Turma do STJ aprova mudança de registro após trauma familiar

Decisão unânime permite que mulher retire sobrenome paterno compartilhado com irmãos responsáveis pelo homicídio do marido.

Turma do STJ aprova mudança de registro após trauma familiar

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça autoriza, por unanimidade, a retirada do sobrenome paterno do registro civil de uma mulher de 80 anos. O nome de família também é usado pelos irmãos dela, apontados como responsáveis pelo homicídio do marido.

A ministra Daniela Teixeira, relatora do recurso especial, afirma que a alteração não representa risco imediato. O pedido recebe apoio do Ministério Público e não envolve dívidas, suspeita ou suposição de fraude.

“Estamos dando provimento para que seja autorizada a supressão do sobrenome paterno”, declara a ministra durante o julgamento.

A mulher relata sofrimento intenso por continuar vinculada, pelo sobrenome, aos irmãos envolvidos no crime. As instâncias ordinárias haviam rejeitado a mudança, mas o colegiado permite a alteração com base no entendimento de que o registro civil pode ser modificado em situações justificadas.

A decisão aplica uma interpretação mais flexível das regras sobre registros civis ao considerar as circunstâncias específicas do caso. Com o resultado, a mulher poderá excluir o sobrenome paterno de seus documentos de registro civil.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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