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Investigação aponta apelidos e proximidade de Lulinha com empresários

Fábio Luís Lula da Silva é chamado de Binho e Muso por empresários investigados por suspeita de tráfico de influência.

Investigação aponta apelidos e proximidade de Lulinha com empresários
Foto: Danilo M. Yoshioka/Futura Press

A investigação da Polícia Federal sobre suspeita de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, identificou a proximidade dele com empresários que também são alvo do inquérito. O filho do presidente é chamado de Binho por Marcelo Checon e de Muso pela lobista Roberta Luchsinger.

Checon é dono da MChecon Design e Cenografia, empresa do setor de eventos. O empresário conheceu Lulinha em 2023, por intermédio de Fernando Bittar, sócio do filho do presidente e investigado pela PF. Depois disso, os dois passaram a se encontrar com frequência em São Paulo e Brasília e a viajar juntos.

A empresa de Checon ampliou os contratos com o governo federal a partir de 2023. Em 2022, havia apenas um contrato com a União, no valor de 197 mil reais. Nos três últimos anos, foram firmados 13 novos negócios, que somam 63 milhões de reais. O faturamento ficou 323 vezes maior que o registrado anteriormente.

Em 2024, Checon e Lulinha viajaram a Portugal para o aniversário de Renata Moreira, mulher de Lulinha, em um camarote do Rock in Rio Lisboa. O empresário também visita o filho do presidente em Madri, na Espanha, onde ele mora com a família. No ano passado, os dois estiveram no Japão e na China.

A PF aponta que Roberta, Bittar e Lulinha mantêm uma sociedade oculta informal voltada à defesa de interesses privados no governo. O grupo usava no WhatsApp o nome Musaranhos, uma referência a um animal semelhante a um rato. Roberta era chamada de Musa, enquanto Bittar e Lulinha eram os Musos.

A defesa de Checon nega relação entre a amizade com Lulinha e a obtenção dos contratos. A defesa do filho do presidente também nega irregularidades e afirma que ele defendia interesses de empresários em Brasília.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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