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André Mendonça será destaque em ato bolsonarista na Avenida Paulista

Silas Malafaia anuncia defesa do ministro do STF e críticas a Lula, Alexandre de Moraes e Paulo Gonet durante a manifestação.

André Mendonça será destaque em ato bolsonarista na Avenida Paulista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve ocupar posição central no ato bolsonarista marcado para este 7 de Setembro, às 14h30, na Avenida Paulista. O pastor Silas Malafaia, organizador tradicional da manifestação, pretende defender o ministro e criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Malafaia afirma que vai defender a saída dos três de seus cargos. Ele também pretende abordar o confronto entre Mendonça e Moraes no STF, relacionado às investigações sobre o Banco Master.

“Não vou fazer defesa religiosa. Vou mostrar o que estão fazendo para detoná-lo, e o que está por trás de tudo isso”, declarou o pastor, ao falar sobre Mendonça.

Malafaia diz que não pretende atacar o Supremo como instituição, caluniar ou difamar ministros. Segundo ele, o objetivo é alertar sobre os riscos de uma Corte enfraquecida e sem respaldo da população. “Não queremos vingança, mas Justiça”, afirmou.

Apoio de Ricardo Nunes

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também prepara uma manifestação pública de apoio ao ministro. Ele mandou produzir dez camisetas verdes e amarelas para distribuição entre participantes do ato. As peças trazem as frases “Força Mendonça” e “Oramos por você!”.

Em um vídeo no qual mostra as camisetas, Nunes declara apoio a André Mendonça.

Disputa no caso Banco Master

A manifestação ocorre após o aumento da disputa entre Mendonça e Moraes em torno de informações das investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com informações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. Em resposta, Moraes divulgou relatórios de inteligência da PF que acusam Mendonça de selecionar alvos, tentar conduzir investigações e interferir em negociações para acordos de delação premiada.

Os documentos divulgados por Moraes apontam que estariam entre os alvos de Mendonça o próprio ministro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os relatórios também afirmam que Lulinha receberia tratamento diferente do destinado a outros investigados em situação equivalente.

O material tornado público por Mendonça inclui informações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. Os documentos afirmam que Moraes editou um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

Também foram divulgadas mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro antes da primeira prisão do então banqueiro, ocorrida em 17 de novembro de 2025. Segundo os documentos, Vorcaro informou ao ministro que tinha informações sobre reuniões sigilosas do Banco Central com a Polícia Federal e pediu ajuda para localizar inquéritos sob sigilo contra ele. Parte das mensagens de Moraes não foi recuperada pela Polícia Federal porque usava o recurso de visualização única.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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