O streamer conhecido como GH declara apoio a Jair Bolsonaro (PL) e critica o PT durante uma transmissão compartilhada nas redes sociais. A manifestação ocorre após denúncias de homofobia feitas pelo ator João Victor Gonçalves, intérprete de Mau Mau na novela “Quem Ama Cuida”, da TV Globo.
No vídeo, GH classifica o PT como “sujo” e questiona a condenação de Bolsonaro. “Por isso eu amo o Bolsonaro mesmo”, afirma o influenciador, que também diz considerar injusta a prisão domiciliar do ex-presidente.
Jair Bolsonaro cumpre pena superior a 27 anos de prisão após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Atualmente, ele está em prisão domiciliar por questões relacionadas à saúde.
Acusações de homofobia
A controvérsia começa durante uma live em que GH debocha das roupas usadas por João Victor Gonçalves ao deixar o festival Rock in Rio. Na transmissão, o streamer questiona o estilo do ator, enquanto outros integrantes do grupo o chamam de “horroroso”.
João Victor relata ter se sentido constrangido e afirma que temeu ser assaltado durante a abordagem. O ator classifica o episódio como homofobia e diz que o caso não será ignorado. “Homofobia não é entretenimento”, declara.
A organização do Rock in Rio afirma, em nota, que repudia violência, assédio, discriminação e preconceito. Também informa que mantém uma equipe de segurança privada dentro do festival, enquanto os órgãos competentes respondem pela segurança nas áreas públicas.
Resposta da defesa
Depois da repercussão, GH publica outro conteúdo em que acusa apoiadores do ator de preconceito e afirma que João Victor praticou racismo. O influenciador diz que seu público foi atacado e cobra uma retratação do artista.
A defesa de João Victor rejeita a acusação de racismo. Os advogados afirmam que o medo relatado pelo ator foi uma medida de autoproteção diante da ausência de segurança, da superioridade numérica dos envolvidos — quatro contra um — e do caráter intimidatório da abordagem.
Na nota, a defesa também sustenta que o deboche público sobre a roupa do ator, associado a padrões normativos de gênero e transmitido ao vivo, configura ato discriminatório grave, ainda que não sejam usados termos pejorativos diretos.



