A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou medidas contra Algar, Itelco, Surf e TIM para combater chamadas com número de origem adulterado. Entre as ordens, TIM e Algar têm cinco dias para bloquear tráfegos associados a empresas envolvidas nos casos investigados.
A prática, conhecida como spoofing, ocorre quando o número exibido ao destinatário não corresponde à origem real da ligação. A agência também exigiu o rastreamento de milhões de chamadas para identificar empresas e rotas usadas no encaminhamento do tráfego.
Medidas contra Algar e TIM
No caso da Algar Telecom, a Anatel identificou o repasse de milhões de chamadas originadas pela Voros por meio da rede da operadora, com participação da Datora e da Foco. A agência determinou que a Voros seja impedida de originar chamadas para as redes de outras prestadoras. As operadoras têm cinco dias para cumprir o bloqueio.
A liberação da Voros dependerá da obtenção de uma outorga compatível com a atividade e da implementação de um sistema obrigatório de autenticação das chamadas. A Algar também terá 30 dias para apresentar um relatório sobre a origem e as rotas usadas no tráfego relacionado ao caso, que envolve dezenas de milhões de ligações. Se não conseguir rastrear os encaminhamentos, a Anatel poderá determinar o bloqueio das interconexões.
A TIM deverá bloquear por um mês a originação de chamadas da ELO Contact Center. A operadora tem cinco dias para executar a medida, e a empresa só poderá voltar a originar chamadas após comprovar a adoção de medidas efetivas contra novas irregularidades.
Em outro caso, relacionado à US Matrix, a TIM terá 30 dias para rastrear a origem real das chamadas e identificar intermediários no encaminhamento. A operadora deverá entregar um relatório detalhado à Anatel. Se a origem não for identificada, as rotas também poderão ser bloqueadas.
Itelco e Surf
Itelco e Surf foram identificadas em encaminhamentos de grandes volumes de chamadas com números adulterados. As duas empresas terão 30 dias para auditar, rastrear o tráfego e apresentar relatórios à Anatel sobre a origem e o caminho percorrido pelas ligações. O descumprimento pode levar ao bloqueio de rotas e conexões usadas no transporte das chamadas investigadas.



