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Santa Rita do Sapucaí transforma tradição tecnológica em motor de inovação

Cidade mineira de 40 mil habitantes reúne mais de 160 empresas de tecnologia e recebe 15 mil pessoas no Hacktown.

Santa Rita do Sapucaí transforma tradição tecnológica em motor de inovação

Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, recebe 15 mil visitantes entre 3 e 7 de setembro para a décima edição do Hacktown, festival de inovação que pode movimentar R$ 40 milhões na economia local em 2026. A cidade tem 40 mil habitantes e reúne mais de 160 empresas de tecnologia, além de dezenas de startups.

O evento ocupa espaços espalhados pelo município, como escolas, padarias, restaurantes e lojas do centro. A programação inclui milhares de palestras sobre negócios, carreiras, cultura e tecnologia, além de atividades de música e artes visuais. A edição começou na quinta-feira (3) e segue até segunda (7).

No ano passado, o festival injetou cerca de R$ 35 milhões na cidade, segundo Marcos David, cofundador do Hacktown. A expectativa é que o valor chegue a R$ 40 milhões nesta edição.

A origem do polo tecnológico

A relação de Santa Rita com a tecnologia começou antes do festival. Em 1959, Luzia Rennó Moreira, conhecida como Sinhá Moreira, criou a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa. Ela havia conhecido a eletrônica durante viagens pela Europa e usou recursos da família para abrir a instituição.

Em 1965, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) criou uma escola de Engenharia de Telecomunicações. As duas instituições formaram mão de obra especializada e ajudaram a atrair empresas para a cidade.

Após companhias deixarem a região durante a década de 80, o prefeito Paulinho Dentista, que ocupou o cargo entre 1987 e 1988, passou a divulgar Santa Rita como “Vale da Eletrônica”. O objetivo era recuperar a economia e atrair novas empresas.

Segundo David, empresas do município passaram a exportar para outros países e participaram do desenvolvimento de tecnologias como câmeras e alarmes de segurança, internet 5G, TV digital e ferramentas de automação industrial.

Hacktown amplia a participação local

O festival surgiu em 2016, durante discussões para criar uma nova frente econômica baseada na economia criativa. Marcos David participou do projeto com João Rubens Costa Fonseca e Carlos Henrique Vilela. A inspiração veio do SXSW, realizado no Texas, nos Estados Unidos.

A primeira edição esperava 50 pessoas, mas vendeu 600 ingressos. Ainda em 2016, a segunda edição reuniu 1,5 mil participantes. Em 2017, uma parceria com o Google levou o público de 1,5 mil para 4 mil pessoas.

A proposta do evento é envolver moradores e pequenos empreendedores em áreas como música, arte, tecnologia e gastronomia. Para David, esse modelo amplia a participação da cidade na economia criativa, além dos setores de indústria, serviços e agricultura de café.

Na décima edição, o cofundador afirma que outras cidades do interior também podem desenvolver seus próprios territórios por meio de tecnologia e inovação. “Isso não pode ficar restrito somente aos grandes centros”, diz.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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