Domingo, 6 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Belo Horizonte 21°C 15° / 27°
Notícia a toda hora
Brasil

Senado mantém em sigilo custo da escolta de Flávio Bolsonaro em campanha

Despesas com proteção e escolta chegam a R$ 7,4 milhões em 2026, enquanto a Casa não informa equipe, destinos ou valor da operação.

Senado mantém em sigilo custo da escolta de Flávio Bolsonaro em campanha

O Senado gastou cerca de R$ 7,4 milhões com diárias e passagens aéreas para missões de proteção e escolta até agosto de 2026. O valor supera três vezes o total registrado em todo o ano eleitoral de 2022, quando a despesa foi de R$ 2,33 milhões.

A alta ocorre no período em que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, percorre o país acompanhado por policiais legislativos. O Senado não informa quantos agentes foram destacados, quais destinos foram atendidos nem quanto custa a proteção do senador. A campanha também não divulgou o tamanho ou o valor da operação.

Até o fim de agosto, as diárias somavam aproximadamente R$ 4 milhões. As passagens aéreas compradas até 12 de agosto alcançavam R$ 3,3 milhões. O valor médio dos bilhetes permaneceu em torno de R$ 2,2 mil, mas a quantidade de pagamentos aumentou de 325, em 2022, para 1.518, em 2026.

Nas diárias, foram 898 pagamentos até agosto, mais que o dobro dos 420 registrados no mesmo período de 2025. A série anual mostra despesas de R$ 2,3 milhões em 2022, R$ 2,5 milhões em 2023, R$ 4,5 milhões em 2024, R$ 5,7 milhões em 2025 e R$ 7,4 milhões em 2026, até agosto.

Policiais do Senado atribuem a maior parte do aumento à proteção de Flávio. Eles afirmam que uma parcela menor se refere a outros senadores que disputam eleições e recebem escolta, como Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná. Os registros públicos, porém, não permitem confirmar essa divisão porque nomes, destinos e detalhes das viagens foram retirados.

Justificativa do Senado

O Senado afirma que a candidatura não muda a condição de Flávio como senador e que a escolta foi autorizada em 2019, após pedido do parlamentar e análise de risco. A Casa sustenta que sua polícia pode proteger senadores no Brasil e no exterior por determinação da Presidência do Senado.

A divulgação do efetivo, das avaliações de risco e dos procedimentos, segundo a justificativa oficial, poderia colocar agentes e a autoridade protegida em perigo. A resposta não explica por que os valores gastos também permanecem sob sigilo.

A Câmara dos Deputados adotou entendimento diferente. Hugo Motta, presidente da Casa, negou o acompanhamento de Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio. A Câmara afirmou que a candidatura é distinta do exercício do mandato e que a legislação atribui à Polícia Federal a segurança de candidatos à Presidência.

Além da escolta presencial, policiais do Senado monitoram redes sociais e mensagens que possam indicar riscos. Em agosto, um morador de Minas Gerais passou a ser investigado após publicar dois emojis de facas em uma postagem sobre uma visita de Flávio a Juiz de Fora. A agenda foi cancelada por causa do mau tempo. A Justiça autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos e proibiu o investigado de se aproximar a menos de 500 metros do candidato.

Flávio recusou a proteção da Polícia Federal, que depende de solicitação formal da campanha. Ao justificar a decisão, escreveu: “Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”. A campanha do PL declarou que ele é protegido “exclusivamente” pela Polícia do Senado.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.