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Birkin supera o Ibovespa, mas fica atrás do S&P 500 e da Hermès

Entre 2015 e 2025, a revenda da bolsa valorizou 92%, contra 231% do S&P 500 e 683% das ações da grife.

Birkin supera o Ibovespa, mas fica atrás do S&P 500 e da Hermès

A valorização média de revenda da Birkin avançou 92% entre 2015 e 2025, segundo análise da Rebag. No mesmo período, o desempenho ficou acima do Ibovespa, que acumulou alta aproximada de 55% em dólares, mas abaixo do S&P 500, com retorno de cerca de 231%. As ações da Hermès tiveram desempenho ainda maior: avanço de aproximadamente 683%, também em dólares.

A comparação considera o preço médio de revenda da bolsa, e não apenas os valores cobrados nas lojas da marca. No varejo, o preço médio da Birkin subiu cerca de 43% entre 2015 e 2025.

Preço e mercado secundário

Segundo a Sotheby’s, em 2026, uma Birkin 30 de couro Togo custa, em média, US$ 14,9 mil nas boutiques da Hermès, o equivalente a cerca de R$ 76 mil. No mercado secundário, uma bolsa clássica pode ser anunciada por até US$ 40 mil, ou aproximadamente R$ 204 mil.

Modelos raros, produzidos com materiais exóticos ou em versões especiais, podem superar US$ 300 mil, mais de R$ 1,5 milhão. A oferta limitada nas boutiques e a necessidade de histórico de compras e relacionamento com a marca ajudam a impulsionar as revendas.

A Birkin foi o modelo de bolsa de luxo mais pesquisado do mundo em 2025, de acordo com o The Clair Report, da Rebag. As vendas de bolsas da Sotheby’s também aumentaram 70% em comparação com 2024.

Bolsa ou ação?

A Birkin teve desempenho superior ao Ibovespa, mas perdeu para o principal índice acionário dos Estados Unidos e para as ações da própria Hermès, negociadas na bolsa de Paris sob o ticker RMS.

A professora Suzane Strehlau, da ESPM, atribui a valorização da bolsa à estratégia de longo prazo da Hermès, ao controle mantido pela família fundadora e à combinação de tamanhos, cores, materiais e acabamentos, que cria diferentes níveis de raridade.

Para o analista Matheus Spiess, a bolsa se aproxima de um ativo colecionável, como relógios raros e carros clássicos. Ele diferencia esse tipo de bem de um investimento tradicional por causa da liquidez, dos custos de intermediação e das condições específicas de cada peça, como conservação, modelo, tamanho, cor e material.

Para quem busca exposição ao crescimento da marca, Spiess considera a compra das ações da Hermès uma alternativa mais direta, por ser mais acessível e ter maior liquidez. Ele ressalta, porém, que uma carteira deve ser diversificada entre empresas e setores.

A compra da Birkin também pode ser vista como consumo de luxo, reserva de valor ou ativo alternativo. A possibilidade de revenda depende da existência de um comprador disposto a pagar o preço pedido, e o valor de avaliação não garante que a peça será vendida pela mesma quantia.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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