Fabio Schwartzman deve decidir nos próximos dias sobre a venda da CSN Cimentos e de ativos siderúrgicos da CSN na Alemanha. As operações fazem parte do plano de desinvestimentos da companhia para reduzir o endividamento do grupo.
A chinesa Huaxin aparece como favorita para comprar a CSN Cimentos, após formar um consórcio de bancos internacionais para financiar uma potencial aquisição de R$ 11 bilhões. Votorantim e Cementir, da Itália, também participam da disputa.
A negociação ocorre antes de uma definição sobre o futuro da unidade de cimentos. A outra decisão atribuída ao novo CEO envolve os ativos siderúrgicos da CSN na Alemanha, operação que pode resultar no ganho de R$ 1,5 bilhão.
Endividamento e troca no comando
No segundo trimestre deste ano, a CSN registrou dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e alavancagem de 3,49 vezes. O BTG Pactual avaliou que ainda há pouca visibilidade sobre o processo de desalavancagem, apesar do avanço das negociações envolvendo a CSN Cimentos.
Schwartzman assumiu o comando da CSN no lugar de Benjamin Steinbruch, que deixou a cadeira de CEO da holding após 24 anos no cargo. A mudança foi recebida de forma positiva pelo mercado, segundo a avaliação do BTG Pactual, que apontou a experiência do novo executivo em empresas como Vale, Klabin e Ultrapar.
“Schvartsman é um executivo altamente respeitado e alinhado ao mercado”, afirmou o banco em relatório. A instituição também relacionou a troca a uma possível maior ênfase em desalavancagem, alocação de capital, venda de ativos, estrutura de liderança e planejamento de sucessão.
A XP Investimentos manteve cautela e afirmou que as teses da companhia continuam pressionadas. Para a corretora, os fundamentos mais fracos do minério de ferro e o cenário desafiador da siderurgia reduziram a força dos tradicionais motores de geração de caixa do grupo.
A XP avaliou ainda que a empresa deve conseguir cumprir suas obrigações com um plano abrangente de financiamento, mas destacou que a execução segue crítica.



