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Itaú BBA vê potencial de 107% para ação da Plano&Plano

Banco mantém recomendação de compra para PLPL3, apesar da queda de 44,64% no ano e da concorrência maior em São Paulo.

Itaú BBA vê potencial de 107% para ação da Plano&Plano

O Itaú BBA mantém recomendação de compra para as ações da Plano&Plano (PLPL3) e estima preço-alvo de R$ 15. Considerando o último fechamento (4), o banco calcula potencial de valorização de 107% para o papel, que acumula queda de 44,64% desde o início deste ano.

A avaliação considera que a companhia está em processo de recuperação, embora os efeitos ainda não sejam totalmente percebidos pelo mercado. Para os analistas, uma melhora nos resultados pode mostrar que a ação está subavaliada.

Concorrência pressiona vendas e margens

A expansão do Minha Casa Minha Vida (MCMV) aumentou a competição no segmento habitacional, especialmente em São Paulo. Entre 2020 e 2023, os lançamentos anuais do programa ficaram em torno de 30 mil unidades. Nos últimos 12 meses, o volume chegou a cerca de 90 mil unidades.

A entrada de novas incorporadoras, inclusive empresas tradicionalmente voltadas à média renda, ampliou a oferta de imóveis e dificultou as vendas. Depois de lançar cerca de R$ 2,8 bilhões em empreendimentos no segundo semestre de 2025, a Plano&Plano registrou avanço das vendas abaixo do esperado.

Os projetos mais antigos também enfrentaram dificuldades de comercialização por exigirem entradas maiores dos compradores. As iniciativas adotadas pela companhia para acelerar as vendas não produziram o impacto esperado, segundo os analistas do Itaú BBA.

Para reduzir os estoques, a Plano&Plano ampliou os descontos. A medida ajudou a movimentar os empreendimentos, mas pressionou a rentabilidade, principalmente com o aumento dos custos de construção em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã. A geração de caixa também ficou abaixo do projetado.

Expectativa de recuperação

O Itaú BBA considera que parte dos problemas é temporária e aponta a recuperação das margens como um dos principais fatores capazes de impulsionar a ação. A expectativa é que os empreendimentos novos tenham margens maiores que as dos projetos antigos e contribuam para uma melhora gradual da rentabilidade nos próximos anos.

A companhia revisa projetos e ajusta a estratégia comercial para aumentar a velocidade das vendas. O banco também cita a expansão para Goiânia, em Goiás, mercado considerado menos competitivo que São Paulo.

As margens podem voltar a se aproximar de 35% à medida que os novos lançamentos ganhem participação nos resultados, avalia o Itaú BBA.

Morgan Stanley reduz recomendação

O Morgan Stanley adotou uma visão diferente e rebaixou a recomendação da Plano&Plano de compra para venda. O banco reduziu o preço-alvo de R$ 17 para R$ 7,50, uma queda de aproximadamente 56%.

A revisão considera incertezas eleitorais e fiscais, juros elevados e o risco de desaceleração da economia em 2027. O banco também identifica sinais de enfraquecimento da demanda por imóveis de baixa renda em São Paulo e maior competição.

O Morgan Stanley afirma que a receita ligada ao programa Pode Entrar já foi reconhecida em sua maior parte e vê oportunidades com melhor retorno ajustado ao risco em outros segmentos do setor imobiliário.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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