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Justiça

Ações eleitorais no TSE acumulam decisões pendentes, aponta Solidariedade

Partido atribui a demora à escolha de ministros titulares como juízes auxiliares da propaganda eleitoral; STF ainda analisa o pedido.

Ações eleitorais no TSE acumulam decisões pendentes, aponta Solidariedade

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acumulava pedidos sem decisão em ações de propaganda eleitoral durante o período de campanha. Dados apresentados pelo Partido Solidariedade ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que, entre 15 de agosto e 21 de setembro, foram protocoladas 197 ações pelas duas principais coligações que disputavam a Presidência da República.

As ações envolvem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), em processos apresentados por um contra o outro. Do total, 141 — 71,5% — ainda aguardavam, em 23, a primeira decisão sobre pedido de liminar ou tutela provisória.

Também foram apresentados 106 pedidos de direito de resposta. Apenas 34 tinham sido decididos, e só 18 receberam análise dentro do prazo de 72 horas previsto na Lei das Eleições e na Resolução 23.608/2019 do TSE. Com isso, 72 pedidos considerados urgentes permaneciam pendentes, segundo o partido.

Questionamento no Supremo

O Solidariedade atribui a demora à decisão do TSE de designar ministros titulares para atuar como juízes auxiliares da propaganda eleitoral. Em maio, o presidente da corte, Nunes Marques, definiu que ele próprio, o vice-presidente André Mendonça e a ministra Estela Aranha exerceriam a função.

A atribuição era dos ministros substitutos, conforme a Resolução 23.608/2019. O partido afirma que os titulares passaram a acumular a análise desses processos com a distribuição regular de ações e recursos, funções administrativas no TSE e acervos no STF.

Os dados foram apresentados na Reclamação (Rcl) 95.295, que pede a suspensão da portaria responsável pela designação e a substituição dos ministros. O processo também trata de uma decisão de André Mendonça sobre a divulgação de informações falsas contra Flávio Bolsonaro, relacionada à suposta intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil.

O ministro Flávio Dino ainda não analisou o pedido do Solidariedade. O Plenário do STF deverá referendar decisões de Dino e de Luiz Fux relacionadas ao caso. O TSE começa a avaliar, em julgamento virtual, a decisão de Mendonça nesta quarta-feira (30/9).

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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